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2º Dia de ENA PDF Print E-mail
Tuesday, 21 July 2009 21:37



Eric Silva, Lilian Romão, Nayara Carvalho e Vania Correa, da Redação; Nathália Antoniazzi, Rafael Biazão e Simone Nascimento, do Virajovem São Paulo e Maria Camila, do Virajovem Recife (21/07/2009)

Prefeito local comparece ao ENA

Prefeito da cidade compareceu ao evento e cedeu uma entrevista ao ComunENANo segundo dia do XIV ENA, realizado na cidade de Santa Bárbara Doeste, o prefeito local, Mário Heins, compareceu para passar uma mensagem para os jovens participantes. Ao término de sua breve fala pudemos conversar um pouco mais com o prefeito sobre juventude, política e sobre a realização na cidade que ele governa.

"Acho importantíssimo a gente promover o encontro entre pessoas que tenham interesse em comum para que o país tire diretrizes, é importante para definir políticas públicas para esse segmento da sociedade. Cada jovem que sair daqui ao perceber que houve o envolvimento do poder público municipal, deslumbrar todos os frutos que podem ser colhidos desse encontro vai levar essa idéia para a sua cidade, para o seu estado, e a gente espera que essa semente germine, frutifique e que a gente possa ter a juventude cada vez mais engajada e comprometida com a política pública direcionada aos segmentos da sociedade. Para os jovens que estão participando eu daria os parabéns pelo engajamento político, pelo comprometimento. E para aqueles que não participam ainda que venham participar na sua cidade, no seu estado, para que a gente possa realmente fazer a conscientização de toda juventude e o engajamento pleno em uma política construtiva que pode fazer com que os políticos acertem mais em suas decisões em relação a juventude."

Cuidar da Terra

O segundo dia do XIV ENA - Diversidade é o grito, começou com uma integração com exercícios de roda na escola/alojamento e muita agitação, preparando para um dia cheio de atividades. O grupo terminou a atividade com uma dança/música que se chama "Cuidar da Terra", falando da importância de cuidar do XIV ENA.

Aproveitamos para pedir que a galera tome mais cuidado com o espaço das atividades e não jogue lixo no chão e nem sujeira nas pias. Respeite as pessoas no horário de dormir, se quiser conversar só não atrapalhe os outros. O ENA é responsabilidade de todos e não só da comissão organizadora.

Reivindicando

Jovens participando do segundo dia de encontroLogo cedo à galera partiu para a Universidade Anhanguera, local de realização do evento, onde teria a primeira rodada de debates e dinâmicas, a primeira tinha o intuito de discutir as diferenças e as semelhanças entre os participantes que representavam à sociedade como um todo. Após identificar e discutir as diversidades, cada grupo escreveu uma reivindicação.

Os grupos foram diversos: homens gays que lutavam contra homofobia, mulheres solteiras que reivindicavam a autonomia do corpo, jovens feministas e negras pedindo espaços para discutir suas identidades, homens que discutem gênero lutando contra o machismo, mulheres faveladas pedindo que deixassem de ser estereotipadas, de negros reivindicando mais união entres as expressões culturais negras, e até homens jovens que gostariam de não sofrer preconceitos por gostarem de mulheres mais velhas. "A nossa reivindicação é um espaço para dialogar a questão racial. Não é igualdade das pessoas, não somos iguais, é igualdade nos direitos." Ilca Márcia do Grupo Curumim, Recife-PE representando as jovens negras.

Grita aí !!!

"Ao final do ENA sairemos com experiências de vida muito fortes e levaremos para nossos grupos, cidades, e nos alimentar em termos de trabalho e luta que levaremos aos outros grupos, a outras pessoas e faremos o movimento social. A gente está num passo mais adiante eu não nos cabe fazermos fragmentações." André do Canto Jovem, Natal - RN.

"Esse espaço é necessário para organizar temáticas, abrir um debate mais amplo e mais organizado. Discutir sexualidade, diversidade, a participação do adolescente, nas políticas públicas é essencial." Fábio Luis (Secretário de Saúde)

Diferente é ser do contra? 

No nosso segundo dia de encontro no período da tarde tivemos um debate coordenado dando continuidade ao que foiAtividades pela manhã animaram a galera discutido pela manhã.

Quais os gritos que estamos praticando? O que estamos fazendo e o que fazer para garantir os direitos? E algumas respostas foram dadas: ocupar espaços nos diversos conselhos, inserção nos espaços públicos e ações culturais, parada gay, dentre outros. O que possibilitou levantarmos questões chaves para desentrelaçar às dificuldades de entendimento entre TOLERÂNCIA X RESPEITO. Até que ponto nós que gritamos por diversidade realmente queremos acabar com nosso receio em entender e aceitar o outro, uma vez que tolerar apenas não basta, é preciso respeitar e se aproximar, só assim a luta não será em vão, necessitamos nos dar as mãos por uma mesma causa onde seja validado o direito de sermos quem queremos ser, pois somos assassinados cada vez que é violado os nossos direitos. E a pergunta fica: e ser diferente é ser do contra?

Last Updated ( Tuesday, 21 July 2009 21:38 )
 
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